Amor esturricado

Tuesday, May 26, 2009 at 11:10 AM

Chegou o verão e as pessoas falam mais sobre o amor. Os corpos estão mais descobertos – é certo - mas a alma também usa saia curta. E anda tudo a queixar-se do mesmo, que não há mulheres de jeito, que não há homens de jeito, que só nós é que somos perfeitos. Que pena não nos podermos casar connosco e dizer o nosso nome duas vezes na igreja. Declararem-nos marido e mulher num só e à frente de todos, na altura em que usualmente se diz " Pode beijar a noiva!" , nós com grande destreza física, beijaríamos os nossos braços, as nossas mãos, o nosso peito. Que pena não nos podermos beijar a nós próprios e não conseguirmos também aqui ser independentes. O único consolo, é sabermos que não há contorcionista que o consiga, por mais que se esforce e se dobre. O que nos leva a concluir que um beijo destes – dos que agora falamos - tem que ser a dois. O que obviamente é uma chatice.


Anda tudo a queixar-se do que poderia ter sido, quando em muitas das vezes pode ser ainda. Escreve-se demasiado. Fala-se demasiado e faz-se pouco pelo amor. Os grandes romancistas sabem exactamente do que falo. E não deve ser por acaso, que na sua grande maioria – sobretudo os melhores – foram pessoas que não se safavam nada bem neste domínio. Veja-se por exemplo o Pessoa, as cartas a Ophelia são muito bonitas sim, mas se em vez de escrever tanto a expressar o quanto gostava de estar com ela, estivesse de facto com ela, as coisas teriam sido muito diferentes. Ou então não, já nem sei. O amor pode ser uma coisa muito desgastante, tal como quando partimos para uma longa caminhada, em plena uma da tarde de um verão quente, e percebemos que as sapatilhas vão cedendo ao asfalto que escalda.


O amor é como uma qualquer refeição: se estiver demasiado ao lume, pode queimar-se. Daí que quando se parta para uma coisa destas, se use inicialmente o lume em valores muito próximos do máximo e depois, em quase todas as receitas, se aconselhe a colocar em lume brando. Embora eu não concorde, eu sei que é assim. Daí que muitas das relações se salvem por isto, por na verdade, terem percebido que não podiam estar sempre submetidas a altas temperaturas. E assim, se safam. Ou se adiam. De tal modo que com o tempo, depois do lume brando, há relações que se encontram a alourar, que é – como toda a gente sabe – o que lhe dá o verdadeiro gosto, o sabor que só o tempo sabemos poder dar. Mas há quem não o faça e normalmente esturrique o amor. Precisamente, porque não lhe terá sentido o cheiro a queimado.

Prainha

Friday, May 15, 2009 at 6:17 PM

Vontade de ir pra i, prainha
Vontade de ficar na minha
Onde o sol à tardinha se esconde
Onde a noite escura nem é
Onde o mar vem lavar o meu pé
Onde só não me sinto sozinha

Praia aô, biribando sô
Vou a sem bando ô
É assim que eu me sinto melhor

Praia aô, biribando sou
Vou sem bando ô
É assim que eu me sinto melhor

Vontade de ir pra i, prainha
Vontade de ficar na minha
Onde o sol à tardinha se esconde
Onde a noite escura nem é
Onde o mar vem lavar o meu pé
Onde só não me sinto sozinha

Praia aô, biribando sô
Vou a sem bando ô
É assim que eu me sinto melhor

Praia aô, biribando sou
Vou sem bando ô
É assim que eu me sinto melhor
Mariana Aydar

Origami amarelo

Wednesday, May 06, 2009 at 9:06 AM

Origami símbolo de sorte
Amarelo símbolo de amizade

Sorte na vida
Amizade presente

Vida que se reconstrói
Presente que se vive iluminado pelo Sol que espreita lá fora

Reconstrói a ferida que ainda sara num coração
Fora daqui quer estar num instante

Coração sensível
Instante imprescindível

Sensível como o mar
Imprescindível momento

Mar azul que transmite paz de espírito
Momento que não volta no tempo

Espírito solto com asas para voar
Tempo para reconstruir

Voar sobre um arco-íris
Reconstruir para voltar a sentir

Arco-íris de sentimentos
Sentir a importância

Sentimentos verdadeiros
Importância única e merecida

Verdadeiros actos
Merecida paixão

Actos surpreendentes
Paixão das que não têm fim

Surpreendentes revelações
Fim

Uma noite na Praia de Mira

Saturday, May 02, 2009 at 2:45 PM

A lua já desceu sobre esta paz
E reina sobre todo este luzeiro
Á volta toda a vida se compraz
Enquanto um sargo assa no brazeiro

Ao longe a cidadela de um navio
Acende-se no mar como um desejo
Por trás de mim o bafo do destino
Devolve-me à lembrança do Alentejo


Praia de Mira... pôr-do-sol e a lua já a iluminar no seu quarto crescente..
Apesar no frio ser considerável a noite foi agradável!

Desde a festa da Mara no DunasBar, onde era suposto eu ter ouvido os tais fabulásticos gémeos a cantar, mas que infelizmente ainda não foi desta. A banda não tocou por estarem de luto pela morte de uma tia.
Lá terei de voltar outra vez para ver uma actuação deles...
Uma passagem pelo CountrysBar, muito característico onde uma partida de snooker ao som do Rui Veloso foi... lunar! lol
Ora e a seguir ao snooker o que se joga... matrecos! Lá fomos para outro bar jogar matrecos, onde apareceram uns "zuas" armados em espertos e grnades jogadores.. taditos!
E pronto ainda erámos para ir jogar setas ao BarBacks mas não estavão disponíveis.
Mas já que os gémeos não cantaram, a Mara cantou e encantou no ritualBar - noite de karaoke!
E lá se passou o resto da noite ao som de intemporais músicas como um tom um pouco "diferente" às vezes.. lol
Um noite bem passada sem dúvida! :)

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